Monitoramento e observabilidade em 2025: garanta confiabilidade em ambientes cloud-native

No mundo da computação em nuvem, onde microsserviços, containers e arquiteturas distribuídas predominam, monitorar sistemas não é mais o suficiente. É preciso enxergar o todo, prever falhas, correlacionar eventos e agir com velocidade, e isso só é possível com monitoramento e observabilidade real

Neste artigo, vamos explicar a diferença entre monitoramento e observabilidade, mostrar as tendências de 2025, apresentar ferramentas recomendadas, e destacar o papel da engenharia de plataforma e da gestão de nuvem nesse processo. 

O que é observabilidade (e como ela vai além do monitoramento) 

Monitoramento é a coleta de métricas e logs com alertas baseados em thresholds. Ele responde à pergunta: “está tudo funcionando como esperado?” 

Já a observabilidade busca responder a: “por que algo deixou de funcionar?”. Ou seja, trata-se de uma abordagem mais completa, que envolve: 

  • Métricas: indicadores numéricos como uso de CPU, tempo de resposta, erros por segundo. 
  • Logs: registros detalhados de eventos, transações e falhas. 
  • Traces: rastreamento distribuído entre serviços para entender o caminho de uma requisição. 

Em 2025, empresas que investem em observabilidade têm 2x mais chances de reduzir o tempo de recuperação (MTTR) e prevenir falhas críticas, segundo a pesquisa State of Observability 2024 da Splunk. 

Por que a observabilidade é essencial para ambientes em nuvem? 

Com a adoção de Kubernetes, serverless e multicloud, os sistemas se tornaram imprevisíveis. Ferramentas tradicionais de monitoramento não conseguem acompanhar essa complexidade. A observabilidade preenche essa lacuna, permitindo: 

  • Visibilidade em tempo real de aplicações e infraestrutura. 
  • Correlação de eventos entre diferentes camadas (infra, rede, app). 
  • Diagnóstico rápido com base em dados estruturados. 
  • Redução de falsos alertas com uso de IA (AIOps). 
  • Análise preditiva para evitar incidentes antes que eles aconteçam. 

Segundo a CNCF (Cloud Native Computing Foundation), mais de 70% das empresas já usam OpenTelemetry para padronizar a coleta de dados em 2025. 

Tendências de monitoramento e observabilidade em 2025 

1. Observabilidade unificada 

Empresas estão migrando de ferramentas isoladas para plataformas integradas, que centralizam logs, métricas e traces. Isso reduz o tempo de investigação e evita silos de dados. 

Ferramentas como Grafana LGTM stack (Loki, Grafana, Tempo, Mimir) ganham espaço como soluções open-source robustas. 

2. AIOps com LLMs 

Soluções de AIOps (Inteligência Artificial para Operações) estão evoluindo com o uso de LLMs (Large Language Models), permitindo análises automáticas e sugestões de correção via linguagem natural. 

Segundo a Splunk, mais de 85% das empresas líderes já usam IA para melhorar alertas e detectar anomalias em tempo real. 

3. OpenTelemetry como padrão 

OpenTelemetry se consolidou como o padrão de coleta de dados observáveis. Ele é vendor-neutral e compatível com as principais linguagens de programação. 

Seu uso reduz lock-in, facilita integrações e é ideal para ambientes cloud-native. 

4. Otimização de custos 

Com o crescimento dos dados observáveis, os custos de armazenamento e processamento aumentaram. Por isso, estratégias como: 

  • Sampling inteligente 
  • Retenção em camadas 
  • Armazenamento em lakehouses 

tornaram-se práticas comuns para equilibrar visibilidade e orçamento. Um relatório da Gartner indica que empresas que aplicam observabilidade com FinOps conseguem reduzir até 40% dos custos operacionais com cloud

5. Observabilidade de ponta a ponta (Full-Stack) 

O foco agora é entender toda a cadeia: do front-end ao back-end, passando por APIs, filas, bancos de dados e redes. Isso inclui a experiência real do usuário (UX) com métricas como: 

  • TTFB (Time to First Byte) 
  • CLS (Cumulative Layout Shift) 
  • Erros de JavaScript em tempo real 

Ferramentas e práticas recomendadas de monitoramento e observabilidade 

Se você trabalha com engenharia de plataforma ou gestão de nuvem, estas são as ferramentas e práticas essenciais em 2025: 

Coleta de dados 

  • OpenTelemetry Collector – padrão aberto, extensível e com suporte a métricas, logs e traces. 
  • Grafana Alloy – solução moderna para coleta e roteamento de dados. 

Armazenamento e visualização 

  • Prometheus + Mimir – métricas de alta escala. 
  • Loki – logs estruturados com baixo custo. 
  • Tempo + Jaeger – tracing distribuído. 
  • Grafana – dashboards interativos com alertas. 

AIOps e automação 

  • Datadog, Dynatrace, New Relic – soluções completas com IA embutida. 
  • Elastic Observability – poderosa para empresas que já usam Elasticsearch. 

Segurança e compliance 

  • Integração com ferramentas de SIEM (Security Information and Event Management) e DevSecOps para correlação entre observabilidade e segurança. 

O papel da engenharia de plataforma 

A observabilidade deve ser tratada como produto interno da plataforma, não apenas como ferramenta. Engenheiros de plataforma devem: 

  • Criar padrões de instrumentação via código (observabilidade as code). 
  • Empacotar soluções com configuração por convenção
  • Oferecer dashboards e alertas reutilizáveis por squads. 
  • Automatizar deploy de agentes com GitOps ou Terraform. 

Além disso, é preciso integrar práticas de FinOps para monitorar gastos com cloud e observabilidade, garantindo ROI. 

Desafios mais comuns (e como superá-los) 

  1. Múltiplas ferramentas desconectadas 
    → Solução: consolidar sinais com OpenTelemetry e plataforma unificada. 
  1. Volume excessivo de dados e alertas 
    → Solução: aplicar filtros, sampling e alertas baseados em SLOs. 
  1. Falta de cultura técnica sobre observabilidade 
    → Solução: promover treinamentos internos e definir ownership claro dos sinais. 
  1. Alta latência na detecção de falhas 
    → Solução: aplicar AI para correlação e visualização em tempo real. 

Monitoramento e observabilidade como vantagem competitiva 

A observabilidade já não é um diferencial técnico, é uma necessidade estratégica para empresas que operam na nuvem. Times que dominam essa prática: 

  • Reduzem o tempo médio de recuperação de falhas (MTTR). 
  • Evitam incidentes com monitoramento preditivo. 
  • Cortam custos operacionais com automação e visibilidade. 
  • Aumentam a confiança em deploys com feedback rápido. 
  • Melhoram a experiência do cliente com dados reais. 

Na Nexxt Cloud, acreditamos que a engenharia de plataforma aliada ao monitoramento e observabilidade é o caminho mais seguro e eficiente para escalar com confiança. Trabalhamos com as melhores práticas do mercado para garantir que nossos clientes tenham visibilidade, controle e desempenho real em seus ambientes cloud-native. 

Quer melhorar o monitoramento e a observabilidade da sua plataforma? Fale com a Nexxt Cloud e conheça nossas soluções personalizadas para ambientes multicloud e distribuídos. 

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